Setembro Amarelo: mês dedicado à prevenção do suicídio

27/08/2018 11h39

No Brasil, o Mato Grosso do Sul é o segundo estado com maior número de suicídios


 
Por: Assessoria de Comunicação
 
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No ano de 2014 a Organização Mundial de Saúde estipulou o dia 10 se setembro como sendo o dia dedicado ao combate do suicídio e de ações de valorização da vida. Desde então neste mês são desenvolvidas uma série de atividades para ressaltar a importância da data.

No último final de semana as psicólogas de Ribas do Rio Pardo Luiza Nabarrete e Juliana Belloni participaram de um Congresso promovido pelo Conselho Regional de Psicologia para falar em uma mesa redonda sobre como é desenvolvida a campanha de prevenção na cidade através do atendimento feito pelo SUS.

Juliana explica que a cidade já chegou a registrar cinco casos de suicídio em um ano. Desde que a campanha começou a ser aplicada efetivamente em 2015, aconteceram apenas três casos e, desde o ano passado até agora, não houve nenhum.

"Nós atendemos às tentativas e muitos casos de auto mutilação entre os adolescentes, quem nem sempre são consideradas tentativas mas que demandam atenção profissional." A psicóloga diz ainda que, quando uma pessoa tira a própria vida, todos que estão ao seu redor precisam de atendimento pois vivenciam o luto, há muitos questionamentos acerca do ato e também a culpa.

VAMOS FALAR SOBRE ISSO SIM

Durante muito tempo alimentou-se o mito de que falar sobre o suicídio de uma determinada pessoa faria com que outras tivessem a mesma ideia e cometeriam o mesmo ato. Entretanto Juliana fala que é muito importante debater o assunto, uma vez que os números são alarmantes.

No Brasil, o Mato Grosso do Sul é o segundo estado com maior número de suicídios. Campo Grande está entre as cinco capitais nacionais com mais casos. Até agosto deste ano foram registradas mais de 900 tentativas por lá.

"Nós falamos sobre os impactos do suicídio na vida de outras pessoas, da importância de cuidar da saúde mental, da prevenção à depressão, dos casos de auto mutilação e não focamos no ato em si e no método utilizado, revela a profissional. Este é o discurso que tem dado certo para nós."

SINAIS

Quem está ao redor de uma pessoa com transtornos mentais ou que tenham passado por algum tipo de problema devem ficar atentos aos sinais de que alguma coisa está errada para poder ajudar. Segundo Juliana, os adultos costumam verbalizar mais as sua vontades. Então é preciso prestar atenção à frases como "quero sumir, vou dar um jeito, vocês nunca mais vão me ver", entre outras. "Se a pessoa gostava muito de algo e depois perde o interesse também merece atenção."

No caso de crianças e adolescentes os sinais mudam um pouco. "É preciso observar se o rendimento na escola cai, ou se ficam agressivos. Uma criança que era ativa e falante fica mais quieta e, entre os jovens, observar marcas de auto mutilação em qualquer parte do corpo, não só nos pulsos."